Digital Innovators’ Summit 2012 – Highlights do último dia

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O dia começou com Andy Seibert, presidente da Dow Jones Content Lab & SmartMoney (dowjones.com, EUA) falando sobre a iniciativa de custom publishing da Dow Jones (Dow Jones é parte da NewsCorp e publica The Wall Street Journal e outros títulos tanto para B2B quanto B2C). Eles criaram uma divisão especificamente criada para alavancar o conteúdo e expertise do grupo para atender clientes corporativos. Aproveitaram a solidez das marcas e iniciaram projetos principalmente com o mercado financeiro. Um dos primeiros projetos foi da revista “view” para a UBS, evoluindo rapidamente para mais de 30 clientes envolvendo a criação de vários tipos de conteúdo como e-newsletters, newsletters impressas, vídeos, infográficos, livretos, seminários e revistas impressas e digitais. Um dos cases citados foi da revista OnInvesting criada para a Charles Schwab que ultrapassou a audiência dos títulos da casa como Smart Money (veja o vídeo apresentado em nossa pagina no Facebook). Segundo ele, “a Coca-cola está criando uma estratégia de conteúdo… Anunciantes estão criando conteúdo e querem formas de distribuí-lo” e assim é uma oportunidade para os publishers aproveitarem seu expertise para auxiliar os anunciantes.

ServicePlan (serviceplan.com, Alemanha), Admeld (admeld.com, EUA, recentemente comprada pelo Google) e Krux (krux.com, EUA) discutiram a evolução dos sistemas de gestão de publicidade online e sua crescente complexidade, agregando leilões em tempo real, behavioural targeting e redes privadas de publicidade.

Para falar de tendências digitais para publishers, foi chamado Danny Cohen, sócio do Gemini Israel Funds (gemini.co.il, Israel), em função da importância de Israel no ambiente de start-ups digitais. Segundo Cohen, as principais tendências para mídia são:
- Editores estão se tornando marcas
- Video, video, video
- Busque por novas formas de monetização (como e-commerce, novas formas de anúncios e melhor targeting)
- Personalização
- Crescente valor da parte criativa
Outro ponto de atenção que ele quis frisar foi para que tenhamos no radar as “Smart TV’s” e o que a Apple fará com sua nova Apple TV futuramente. Pode ser outro importante agente de ruptura.

Sobre plataformas móveis, Ulla McGee, vice presidente de produtos mobile do IDG (idgcsmb.com, EUA) destacou a importância de conseguir relevância frente aos usuários e a estratégia de conteúdo deve levar em conta os prós e contras da criação de aplicativos e/ou mobile websites.
Entre as vantagens dos aplicativos estão sua velocidade, capacidade de consumo offline e a integração com o hardware, porém no lado negativo, tem custo de manutenção elevado, são mais difíceis de garantir tráfego ao longo do tempo e ainda precisam ser redesenvolvidos para diferentes aparelhos.

Hannu Verkasalo, vice presidente da Arbitron Mobile (arbitronmobile.com, Finlândia) mostrou vários indicadores de hábitos de utilização de tablets e smartphones. Um dos resultados já impressionantes nos EUA é que o tempo gasto em Tablets (62 min/dia/usuário) e Smartphones (68 min/dia/usuário) quase emparelharam com o tempo gasto online a partir do desktop (72 min/dia/usuário).

A seguir, houve um debate sobre monetização em tablets com representantes da BCG, Axel Springer (axelspringer.de, Alemanha), Bonnier/Mag+ (magplus.com, Suécia) e Adobe Systems. Georg Konjovic, diretor de conteúdo premium da Axel Springer, defendeu a estratégia de usar o modelo básico de réplica PDF para edições digitais em função de, para alguns grupos de usuários, serem a melhor solução para o leitor. Em paralelo, para alguns títulos específicos, se justifica a criação de edições/aplicativos especiais.
Andreas Hollstroem, diretor da Digital Publishing Adobe Systems, ressaltou que as edições digitais já tem contribuído com uma ampliação de até 20% da circulação tradicional impressa. Por fim, o painel comentou sobre os tablets Android, que ainda não conseguiram atingir representatividade e cuja receita do Android Market é marginal. Por outro lado, destacaram a rápida adoção do Kindle Fire nos EUA como plataforma a observar conforme for liberado para comercialização em outros países.

Para reflexão final: em sua apresentação, Ulla McGee, do IDG (EUA), colocou seu ponto de vista de que as revistas impressas deixarão de existir. Questionada ao final da apresentação sobre sua generalização ela respondeu: “Eu posso estar errada, mas prefiro estar errada acreditando que não existirão no futuro revistas impressas e ser surpreendida, do que acreditar no inverso”. É claro que sua visão pode estar enviesada em função de seu portfólio estar focado em conteúdo de tecnologia, mas é um outro ângulo para lidar com a realidade.

As discussões e cases apresentados mostraram que as empresas de mídia aqui estão rapidamente construindo novas fontes de receita, tanto na área digital quanto em mídia off-line, como a criação de eventos e a produção de conteúdo para anunciantes.

Como tropicalizar este movimento para o Brasil é um desafio – tanto em função da ainda baixa penetração da Internet e dos tablets, quanto da diferença de escala entre os modelos de negócio de mídia no mundo desenvolvido em comparação com o nosso mundo em desenvolvimento. O fato é que as mudanças também ocorrerão no Brasil e cabe, no mínimo, exercitar o planejamento do que pode ser feito para melhorar o posicionamento estratégico da índustria de mídia brasileira.

Estarei de volta a São Paulo na próxima semana e fico à disposição para trocar idéias a respeito do Digital Innovators’ Summit.

Fernando Dias Martins

Digital Innovators’ Summit 2012: “Cobre pelo conteúdo digital – grátis é muito caro”

Este ano, com o tema dos 4C’s = Conteúdo + Comércio + Comunidade + Conversão, o DIS-Digital Innovators’ Summit teve a abertura oficial comandada por Chris Llewellyn, presidente e CEO da FIPP (fipp.com).

Alexander von Reibnitz, diretor-geral da VDZ (vdz.de), como no ano passado, chamou atenção para os 5 players dominantes (Google, Apple, Amazon, Microsoft, Facebook) mas deu a boa notícia indicando que vários publishers alemães estão conseguindo margens de dois dígitos de suas operações digitais. Ele ressaltou a importância de perseguir formas de gestão com custos eficientes e sob controle para lidar com o volátil mercado anunciante.

Mark Wood, CEO da Future (futureplc.com – Inglaterra), mostrou como tem liderado a empresa em direção ao digital. Atualmente a Future conta com mais de 80 títulos de nicho, mais de 70 aplicativos para iPad e mais de 50 websites. A fatia dos negócios digitais é de 17% ainda (crescendo de 11% um ano antes) mas é sua grande aposta.
Wood comentou também sobre a ampliação das fontes de receita, anteriormente apenas três (venda avulsa, assinaturas e publicidade), passando a 14 fontes, incluindo eventos, conteúdo pago, venda de edições digitais, apps, e-commerce e publicidade em vídeo, entre outros. Dentro do digital, ele propõe que online e mobile tenham dois tratamentos distintos. Tipicamente as propriedades online continuarão muito dependentes do que o tráfego possa gerar de resultados pois ainda é muito forte a percepção pelos consumidores de que o conteúdo seja gratuito. Já no mobile, os consumidores estão dispostos a pagar pelo conteúdo.

Em seguida, Noah Samuels, diretor do Google (Inglaterra), com o título da apresentação “Helping Publishers Win”, fez um apanhado das mudanças nos negócios de publishing indicando as profundas mudanças no negócio: novos hábitos/comportamentos e expectativas dos consumidores; novos formatos e novos players; novos modelos de negócios e canais de venda. E resumiu “Tudo ficou muito muito complexo”.

A apresentação da Forbes (forbesmedia.com), por Lewis D’Vorkin, Chief Product Officer, mostrou o impressionante resultado de crescimento de audiência da Forbes, dobrando de tamanho em um ano. D’Vorkin sentenciou que não há segredo para isso, apenas quantidade, qualidade e variedade. Ele conseguiu isso chegando a uma equipe de 1.000 colaboradores (!) que gera a média de 300 artigos por dia cobrindo os mais variados nichos do conteúdo de negócios. Um aspecto interessante que ele citou foi a adição do indicador do número de visitas que cada artigo recebe de forma pública junto ao artigo na internet e a inclusão do volume de audiência gerado por cada colaborador como parte do seu modelo de remuneração de curto prazo. Outro aspecto interessante foi a publicação de conteúdo  de anunciantes juntamente com o conteúdo editorial do site. Este conteúdo passou a ser identificado como “AdVoice” e, fora esta identificação, passa a receber o mesmo tratamento de um artigo comum, podendo aparecer na relação de artigos relacionados e artigos mais lidos. D’Vorkin inclusive citou um artigo da SAP que ficou na lista de mais lidos por alguns dias.

Juan Senor, diretor da Innovation Media Consulting Group (innovation-mediaconsulting.com – Inglaterra), fez mais uma de suas energéticas apresentações, e valem algumas citações:
- “Parem de injetar digital-botox em títulos moribundos e foquem primeiro em investir na alma de conteúdo do seu negócio”
- “Impresso está ainda vivo e bem e continuará uma opção rentável por décadas – mas não da forma que o conhecemos”
- “O papel permanecerá. Ele nunca irá morrer, mas o modelo de negócios e a proposição do conteúdo mudou”
- “Pela primeira vez na história o problema que as revistas enfrentam não é falta de leitores, mas sim a geração de receitas”
- “Cobre pelo conteúdo digital – grátis é muito caro”

A conferência seguiu discutindo Social Media e Dan Hickey, vice presidente da Meredith (meredith.com – EUA), mostrou alguns cases realizados para seus 18 títulos com foco feminino. Chamou atenção a forma de organização da área de social media da Meredith, contando com apenas 4 recursos dedicados servindo todos os títulos de forma centralizada e dentro da área de audiência (circulação).

Para terminar com uma inspiração, Terry McDonell, Editor da Sports Illustrated (si.com – EUA), contou que para promover a mudança da revista do impresso para o digital multiplataforma arregimentou um pequeno grupo de líderes, o qual chamou de “The Machiavelli Club”. Ao juntar-se ao grupo cada líder recebeu a seguinte citação: “Não há tarefa mais delicada, mais perigosa de exercer, nem de sucesso mais duvidoso, do que liderar a introdução de quaisquer mudanças. Aquele que inova terá como inimigos todos aqueles que estavam melhor sob a ordem vigente e apoiantes tímidos entre todos aqueles que poderão beneficiar do novo estado de coisas”. Maquiavel, 1532.

Fernando Dias Martins

Digital Innovators’ Summit 2012

Fernando Martins, CEO da ContentStuff, estará presente na 5ª edição da conferência sobre revistas e mídias digitais, nos dias 12 e 13 de março, em Berlim.

4 Cs: Consumidor – Comércio – Comunidade – Conversão

O tema do evento trará discussões sobre os seguintes tópicos, programados para exposição:

12 de março

  • Overview estratégico
  • As editoras e os principais ecosistemas digitais
  • Tornando o conteúdo funcional
  • Inovações digitais em revistas
  • Conceitos inovadores para revistas
  • Desenvolvimento de novas linhas de receita
  • Internacionalização digital
  • Aproveitando Mídias Sociais
  • A mídia na era do Twitter

13 de março

  • Publicidade Interativa e Marketing
  • Determinando e monetizando públicos
  • Tendências digitais para editoras
  • Mobile: melhores práticas e estratégias
  • Storytelling para tablets – usabilidade e engajamento
  • Utilização de tablets, mensuração e análise
  • Tablets e aplicativos web – desenvolvimento, distribuição, monetização
  • Social Media 2020: desafios e oportunidades para editoras

Informações mais detalhadas serão postadas aqui em nosso blog.

Para acompanhar highlights do evento em tempo real, acompanhe nossos posts em redes sociais:

TOC Frankfurt 2011 – Ferramentas de Mudança para o Meio Editorial

Fernando Martins, CEO da ContentStuff, estará presente na conferência TOC Frankfurt 2011 – Tools of Change for Publishing, no período de 11 a 13 de outubro. Seguem abaixo os temas dos painéis de discussão no 1º dia.

  • Leitura e escrita em dispositivos móveis (Oliver Reichenstein)
  • Conectividade do meio editorial em um mundo conectado (Mitch Joel)
  • Mudança no comportamento do consumidor por meio dos dispositivos (David Gosen)
  • O futuro da venda de livros – estatísticas e tendências (Mark Bide)
  • Publicação digital dirigida ao público infantil (Kate Wilson, Neal Hoskins)
  • Compartilhamento e Leitura Social (Innovators’ Program)
  • O futuro dos e-books (Mikolaj Malaczynski e Mateusz Frukacz)
  • Tipografia para e-books (Daniel Rhatigan e Vladimir Levantovsky)
  • Ferramentas de marketing digital (Aliza Sherman)
  • Novas formas de venda (Innovators’ Program)
  • Direitos Autorais na Era Digital (Kate Spelman e Alain Strowel)
  • Promoção de produtos na prateleira infinita (Graham Bell, Johanna Brinton, Marco Ghezzi, Sarah Hilderley)
  • HTML5 para o meio editorial (Sanders Kleinfeld e Josh Mullineaux)
  • O livro enquanto startup (Todd Sattersten)
  • A experiência do usuário (Innovators’ Program)
  • E-books: valores (Stefano Mauri, Eric Marbeau, Jesus Badenes, Cora Stephan)
  • Novas direções e fluxos de trabalho (Alastair Horne, Brian O’Leary, Sheila Bounford)
  • A língua espanhola na publicação digital (Arantza Larrauri, Patricia Arancibia, Matilde Sanz)
  • Estudo de cases (Joe Wikert com Gus Balbontin e Timo Boezeman)
  • Construção de novos padrões no século 21 (Ronald Schild com Peter Brantley, Bill McCoy e Mark Bide)
  • Estratégia digital integrada (Anna von Veh)
  • Publicação digital na Índia (Akshay Pathak)
  • Novos readers pelo mundo (Andrew Albanese em discussão com Elizabeth Wood)
  • Colaboração na cadeia editorial pelas informações do consumidor (Sheila Bounford, Jo Henry, Theresa Horner)
  • Startups do meio editorial e ecosistema de investimento na EU (Christophe Maire, Justo Hidalgo, Richard Nash, Matt Tempelis)
  • Inovações do digital para o impresso (Jason Epstein e Dane Neller com Sophie Rochester)
  • Overview digital e previsões para mercados globais por região (Joe Wikert em discussão com Ruediger Wischenbart)

Programação completa

A conferência poderá ser acompanhada em tempo real pela hashtag #TOCFFM, com cobertura direta das redes da ContentStuff e um resumo diário nas próximas postagens.

Tendências do Mercado Internacional de Revistas

Fernando Martins, CEO da ContentStuff, ministrou a palestra Tendências do Mercado Internacional de Revistas, em recente evento da ANATEC. Foram abordadas oportunidades e implicações para editores brasileiros, em diversos tópicos:

  • Nossos pontos de vista
  • Mudanças estruturais
  • Indústria fonográfica
  • Publicação de livros
  • O novo anunciante
  • O novo leitor
  • Publicação de jornais
  • Publicação de revistas
  • Enfrentando as mudanças
  • 10 ideias para seu negócio
  • Mobilidade
  • Conteúdo livre ou pago?
  • Social Media
  • Inovação

A apresentação pode ser acessada em nossa Fan Page no Facebook – clique na imagem abaixo:

Social Media Brasil 2011

A 3ª edição do evento trouxe grandes cases, pensamentos inspiradores, bons profissionais e algumas decepções também. Foi anunciado aos participantes, via e-mail, a indisponibilidade permanente da internet no primeiro dia de palestras e discussões. A ContentStuff esteve presente no evento pela ótica de três colaboradores, que contam os highlights do que de mais relevante foi apresentado e discutido:

Mais uma vez, um dos assuntos mais abordados nas apresentações é a questão da relevância na comunicação para o público da marca nas redes, o usuário. Social Media não deve se transformar simplesmente em ação publicitária, com fins de exposição somente – questão também tratada no painel “Mídias sociais é para campanha ou relacionamento?” JC Rodrigues (Disney) citou que relevância deve vir antes mesmo (e mais prioritariamente) do que o enfoque em números. Uma vez consolidada esta etapa, um departamento de Social Media está pronto para apresentar dados quantitativos relevantes.

Rodrigues abordou ainda o poder da replicação, ou seja, o motivo pelo qual as pessoas compartilham algo:

  • Ter status (conhecimento / exclusividade / pioneirismo)
  • Fazer o bem (utilidade / alerta / defesa de uma causa / emocional)
  • Fazer o mal (prejudicar alguém / agrupar-se contra algo)

Uma vez adentrado o assunto, viralização passou a ser o enfoque, com duas lições que se deve aprender em um cenário onde se quer que tudo “viralize”. A primeira, é a lição da escalabilidade: quando se espalha um conteúdo “viralizável” (termo bastante ainda difícil de escrever sem aspas), há de se estar preparado (tecnologicamente, criativamente, gerencialmente) para abranger muito mais que o previsto. A segunda lição diz respeito ao valor de marca: uma marca tem de ter sua identidade definida, e não deve ter este valor deturpado em nome de uma abordagem dita “viralizante”.

Não é possível falar em relevância nas mídias sociais sem falar em relacionamento. Isto, por sua vez, não deveria ser chamado de SAC 2.0, por conta da estigmatização da palavra. A ContentStuff, por exemplo, nomeou tal trabalho como Serviço de Interação com o Usuário, que é 24 x 7 – vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

Brading foi o tema exposto por Bruno Tozzini e Philippe Bertrand (DM9DDB). Eis seus estágios conceituais:

1.0: definição da personalidade da marca (marca -> mercado)

2.0: interação e relacionamento (marca-> pessoas)

3.0: estabelecimento de uma ou mais missões (marca -> contexto sócio-cultural)

4.0: real time branding e auto-evolução por meio de aprendizado (marca <-> mercado <-> pessoas <-> contexto sócio-cultural)

E não há trabalho de branding a ser realizado por preço de banana – para resultados efetivos, investimentos a níveis publicitários. Parte integrante do Branding, Social Content envolve, em sua mais alta meta, tranformar uma mensagem em acontecimento social. Como isto nem sempre é possível, há de se ter, em qualquer planejamento, três itens para distribuir por um cronograma de campanha:

1. Conteúdo constante: diariamente, ao longo de uma campanha, é necessário contato ininterrupto com seu público – porém, se este for o único esforço, os números das redes só aumentarão de acordo com o crescimento da marca, ou da própria rede.

2. Ações de engajamento: mais esporádicas, são ações que devem ser criadas a intervalos regulares, para dar um boost nos números.

3. Ações de impacto: a depender da verba, pode ser programada uma ou outra apenas, durante a campanha, para que os números sejam definitivamente expressivos e desenhem curvas com altas cristas.

Tozzini e Bertrand abordam ainda a necessidade de compra de mídia a fim de potencializar a campanha quantitativamente (Social + Media).

Outro painel que chamou a atenção dos participantes do evento foi a exposição “Como o mundo se torna mais social com as redes sociais?” Nesta discussão entre diversos profissionais de iniciativas sociais e ambientais, atentamos ao fato de que estamos de fato em uma era de compartilhamento (pelo bem ou pelo mal), sendo São Paulo o detentor do maior PIB das mídias sociais do país. Assim sendo, a resposta à pergunta-proposta do painel é: o mundo fica mais social dentro das redes sociais, mas principalmente fora delas – com ativistas, ações concretas e relacionamentos humanos diretos.

Highlights do evento Digital Innovator’s Summit 2011

Resumo do 2o dia do 4o FIPP Digital Innovators’ Summit de Berlin

Terminou hoje em Berlim4o FIPP Digital Innovators’ Summit 2011. Mike Hewitt sumarizou o que mudou nestes 4 anos em que tem sido o mestre de cerimônias do evento: “Evoluímos do debate do ‘se devemos fazer?’, passando pelo ‘se podemos fazer?’ e agora na discussão dos vários casos reais de sucessos (e fracassos) no processo de evolução das revistas para um modelo multi-plataforma”.

Se você não pôde consultar o resumo do 1o dia do evento, leia em nosso blog aqui e veja a cobertura nas nossas páginas do Facebook e Twitter.

O 2o dia do evento começou com a palestra do Diretor de Marketing da Audi na Alemanha, Dr. Hans-Peter Kleebinder, que mostrou a forma como a Audi vem investido em mídia. Kleebinder divide as formas de como interagir com os consumidores em 3 tipos de mídia:

Paid Media – mídia comprada de publishers – seja na TV, rádio, revistas, jornais, online display media, paid search e outras mídias convencionais
Owned Media – sua própria mídia, que começa com suas próprias lojas físicas, passando pelos sites de conteúdo que a Audi gerencia diretamente, além das revistas impressas que publica e canais de vídeo que produz
Earned Media – ligado aos consumidores que se relacionam com a marca através de mídias sociais e que podem realizar propaganda boca-a-boca

Audi está andando na direção de utilizar mais mídia própria e menos mídia comprada, embora tenha falado que continuará a comprar mídia tradicional a fim de alimentar seu processo de captura de novos clientes. Seu foco está na comunicação direta com a base de clientes, buscando criar formas de transformá-los em fãs.

Saiba mais

Resumo do 1o dia do 4o FIPP Digital Innovators’ Summit de Berlin

Terminou agora há pouco aqui em Berlim o 1o dia do Digital Innovators’ Summit reunindo mais de 400 participantes. O dia de hoje contou com palestrantes bem diversificados, cobrindo players da mídia tradicional como Le Figaro, Thomson Reuters, National Geographic e Meredith, passando por operações de players exclusivamente online como TripAdvisor, The Daily e PayPal e as operadoras de telefonia O2 (UK) e Deutsche Telekom.

O certo é que as diferenças entre players tradicionais, pure players e até as companhias de celular vêm se estreitando. Todos tem se alinhado como empresas de mídia multi-plataforma: de um lado criando e gerindo conteúdo para leitores através das plataformas/meios disponíveis e de outro lado servindo de ferramenta de marketing para os anunciantes.

Há também no ar uma certa preocupação quanto ao crescente domínio nos segmentos de busca, tablets/smart phones e social media na mão de poucas empresas (Google, Apple e Facebook). Alexander von Reibnitz, diretor geral da VDZ (equivalente à ANER na Alemanha), pediu aos editores que haja cooperação para lidar e negociar com estes grandes players, citando como exemplos iniciativas nos EUA como a Next Issue Media, na Alemanha com Bertlesman e G+J, e dos jornais nos países nórdicos.

Especialmente preocupante para vários palestrantes está a possível perda de informações a respeito dos assinantes e consumidores de produtos digitais através das plataformas da Apple e Amazon/Kindle.

Por outro lado, há otimismo em geral – as receitas publicitárias estão se recuperando, as plataformas móveis começam a mostrar resultados, assim como as iniciativas para a diversificação das linhas de receita. Experimentação é outra palavra bastante repetida, principalmente no ambiente mobile e dos tablets.

Saiba mais

4º Digital Innovators’ Summit 2011 – Aguarde!

Mais uma vez estaremos presentes no evento Digital Innovators’ Summit.

Acompanhe-nos e fique por dentro de tudo que acontecerá. 14 e 15 de Março/2011.

4º Digital Innovators' Summit 2011 - Engaging and Exciting the Audience

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