Social Media Brasil 2011

A 3ª edição do evento trouxe grandes cases, pensamentos inspiradores, bons profissionais e algumas decepções também. Foi anunciado aos participantes, via e-mail, a indisponibilidade permanente da internet no primeiro dia de palestras e discussões. A ContentStuff esteve presente no evento pela ótica de três colaboradores, que contam os highlights do que de mais relevante foi apresentado e discutido:

Mais uma vez, um dos assuntos mais abordados nas apresentações é a questão da relevância na comunicação para o público da marca nas redes, o usuário. Social Media não deve se transformar simplesmente em ação publicitária, com fins de exposição somente – questão também tratada no painel “Mídias sociais é para campanha ou relacionamento?” JC Rodrigues (Disney) citou que relevância deve vir antes mesmo (e mais prioritariamente) do que o enfoque em números. Uma vez consolidada esta etapa, um departamento de Social Media está pronto para apresentar dados quantitativos relevantes.

Rodrigues abordou ainda o poder da replicação, ou seja, o motivo pelo qual as pessoas compartilham algo:

  • Ter status (conhecimento / exclusividade / pioneirismo)
  • Fazer o bem (utilidade / alerta / defesa de uma causa / emocional)
  • Fazer o mal (prejudicar alguém / agrupar-se contra algo)

Uma vez adentrado o assunto, viralização passou a ser o enfoque, com duas lições que se deve aprender em um cenário onde se quer que tudo “viralize”. A primeira, é a lição da escalabilidade: quando se espalha um conteúdo “viralizável” (termo bastante ainda difícil de escrever sem aspas), há de se estar preparado (tecnologicamente, criativamente, gerencialmente) para abranger muito mais que o previsto. A segunda lição diz respeito ao valor de marca: uma marca tem de ter sua identidade definida, e não deve ter este valor deturpado em nome de uma abordagem dita “viralizante”.

Não é possível falar em relevância nas mídias sociais sem falar em relacionamento. Isto, por sua vez, não deveria ser chamado de SAC 2.0, por conta da estigmatização da palavra. A ContentStuff, por exemplo, nomeou tal trabalho como Serviço de Interação com o Usuário, que é 24 x 7 – vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

Brading foi o tema exposto por Bruno Tozzini e Philippe Bertrand (DM9DDB). Eis seus estágios conceituais:

1.0: definição da personalidade da marca (marca -> mercado)

2.0: interação e relacionamento (marca-> pessoas)

3.0: estabelecimento de uma ou mais missões (marca -> contexto sócio-cultural)

4.0: real time branding e auto-evolução por meio de aprendizado (marca <-> mercado <-> pessoas <-> contexto sócio-cultural)

E não há trabalho de branding a ser realizado por preço de banana – para resultados efetivos, investimentos a níveis publicitários. Parte integrante do Branding, Social Content envolve, em sua mais alta meta, tranformar uma mensagem em acontecimento social. Como isto nem sempre é possível, há de se ter, em qualquer planejamento, três itens para distribuir por um cronograma de campanha:

1. Conteúdo constante: diariamente, ao longo de uma campanha, é necessário contato ininterrupto com seu público – porém, se este for o único esforço, os números das redes só aumentarão de acordo com o crescimento da marca, ou da própria rede.

2. Ações de engajamento: mais esporádicas, são ações que devem ser criadas a intervalos regulares, para dar um boost nos números.

3. Ações de impacto: a depender da verba, pode ser programada uma ou outra apenas, durante a campanha, para que os números sejam definitivamente expressivos e desenhem curvas com altas cristas.

Tozzini e Bertrand abordam ainda a necessidade de compra de mídia a fim de potencializar a campanha quantitativamente (Social + Media).

Outro painel que chamou a atenção dos participantes do evento foi a exposição “Como o mundo se torna mais social com as redes sociais?” Nesta discussão entre diversos profissionais de iniciativas sociais e ambientais, atentamos ao fato de que estamos de fato em uma era de compartilhamento (pelo bem ou pelo mal), sendo São Paulo o detentor do maior PIB das mídias sociais do país. Assim sendo, a resposta à pergunta-proposta do painel é: o mundo fica mais social dentro das redes sociais, mas principalmente fora delas – com ativistas, ações concretas e relacionamentos humanos diretos.

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